O medo d'eu ir é maior que o teu desejo de ficar?


Pra ser sincero incomoda. Incomoda pensar que agora você está com outro alguém que não sou eu, perdido nos braços e sufocado em abraços que não me deu, tocando os lábios de um qualquer e não os meus.

A pureza é a outra metade, aliada a maioridade que com um jeito único de tudo entender, me leva a crer no destino e nas possibilidades mais simples de viver. O minimalismo nunca foi tão grandioso e excentricamente complexo. Mas aliado a clareza das coisas e a objetividade das minhas atuais questões, a permanência física é mais que essencial para manutenção de um sentimento natural, cultivado com muito afeto. 

Não existe outros além de você. Mas é que não pensar nisso me leva a crer que meu estado solícito é tão inocente como a forma que as palavras ecoam de sua boca. Preciso pensar que tenho demais, para na ignorância estacionar, por ser menos doloroso que entender, que pra ti, não existe nó. Não da forma que pensei. 



A constante busca de aprovação, aparentemente deixou de ser uma preocupação quando estou contigo. Mas o medo de te perder, faz-me pensar que talvez a melhor forma de garantir seja arriscar. Então fico inerte em meio a uma linha tênue que divide o medo do desejo, o pecado do prazer, a cama da poltrona, e eu de você. Porque talvez a carência seja um estado permanente do meu ser e te ter por perto, seja a única forma sensível de me fazer... Inteiro. Deveria estar, mas a demanda é transbordar, derramar, transvazar e transcender, porque mesmo no reflexo agitado, do mar que personifica minha mente, me vejo com você.